segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

 O Seu Filho anda com os pés para dentro?



Entre os 3-5 anos as crianças podem apresentar uma marcha com desvio interno da ponta dos pés, devido a torções tibiais e anteversão do colo do fémur. Nas últimas semanas de gestação, os fémures estão em rotação externa e as tíbias em rotação interna. Nos bebés, a torção tibial interna vem acompanhada com joelhos arqueados. Ao longo do desenvolvimento, as tíbias irão ganhar rotação externa e por volta dos 5 anos a maioria das crianças conseguem corrigir a rotação tibial e diminuir a anteversão do colo do fémur. 


Nem sempre estas alterações  se corrigem com o crescimento da criança. Esse facto deve-se a:

  • Uma má posição intra uterina;
  • Alterações dos pés, como metatarsos varos e calcâneo valgo
  • Razões genéticas
  • Más posturas (fora da barriga da mãe)
  • Alterações da pélvis da criança como, uma anteversão do colo do fémur excessiva
Quando a criança inicia a marcha, os pais podem identificar desequilíbrios, quedas frequentes e  marcha com os pés para dentro. Essas alterações devem ser devidamente avaliadas por profissionais de saúde, nomeadamente o pediatra e o osteopata com formação em osteopatia pediátrica.

  •  O seu Bebé não gosta de dormir?



 

Tal como no adulto, muitas são as causas que levam o Bebé a dormir mal. O que pode estar a acontecer? O que altera o Sono do Bebé? Há razões orgânicas que podem estar por detrás dessa dificuldade.


Dentro das razões orgânicas temos:

  • O Bebé pode ter refluxo: tal como ocorre com os adultos, os Bebés que têm refluxo vão acordar e não ter um sono tranquilo. Um Bebé com refluxo vai preferir dormir numa posição mais vertical, vai acordar assim que os pais o tentam deitar e irá chorar ao acordar e pedir colo. Um Bebé com refluxo pode bolçar durante o dia, se esticar e fazer caretas.
  • O Bebé pode ter cólicas: No caso de cólicas o Bebé pode acordar, chorar, se contorcer, libertar gases ou mesmo fazer cocó.
  • O Bebé pode respirar mal: um Bebé que respire mal irá ter um sono mais agitado e ter mais despertares. Todos nós já tivemos essa experiência quando constipados. Se não conseguirmos respirar eficazmente vamos acordando durante a noite e/ou acordar de manhã cansados. Esses Bebés são bebé que podem ressonar, que frequentemente acumulam ranho no nariz, que podem ter alergias ou outros problemas respiratórios já diagnosticados. São Bebés que podem ter olheiras e respirar pela boca.
  • O Bebé não relaxa e tem dificuldade em entrar no sono. Os Bebés precisam de estar relaxados para entrar no sono. Esses Bebés chegam à hora de dormir e lutam contra o sono. São Bebés que acordam e procuram reproduzir os momentos antes de adormecer (chupeta, colo, etc.). São Bebés que normalmente acordam, podem não chorar e só choramingar e voltam a adormecer depois de relaxarem (com colo, chupeta, mama etc.)
  • Razões internas do Bebé: diminuição de uma hormona chamada melatonina pode ser uma das causas para a falta de qualidade do sono do seu Bebé. São Bebés que demoram mais de 30 minutos a adormecer.
  • Rotinas de sono. Escolher o horário certo para dormir, onde dormir e como dormir são fundamentais para uma noite tranquila.
  • Patologias neurológicas e outras patologias podem estar por detrás de noites mal dormidas.

Quando a razão da falta de qualidade do sono são cólicas, refluxo, dificuldade em relaxar e entrar no sono o Bebé pode beneficiar de uma consulta de osteopatia pediátrica. Caso o seu Bebé não apresente nenhuma das razões acima referidas, procure ajuda de um "terapeuta do sono".

 

Se os pais estão cansados, os bebés e as crianças também estão. Dormir bem é fundamental para um bom desenvolvimento neuropsicomotor. Se o seu bebé dorme mal procure ajuda de profissionais competentes. 

O seu bebé tem muita força no pescoço, isso é bom?


A cabeça de um bebé corresponde a cerca de 10% do seu peso (5 vezes mais do que a percentagem no adulto). Não é, portanto, normal um recém-nascido conseguir manter a cabeça elevada assim que nasça por um longo período de tempo e várias vezes por dia. A cabeça do recém-nascido deve repousar tranquilamente e ir ganhando progressivamente força e controlo à medida que os meses vão passando. Um Bebé apenas deve conseguir controlar o pescoço aos 3/4 meses.

Porque é que alguns bebés têm tanta “força” no pescoço?

Na verdade, não se trata de força, trata-se sim de um aumento de tensão da musculatura suboccipital, da musculatura posterior do pescoço. Durante o parto, seja ele por cesariana ou parto normal, o Bebé pode ser sujeito a uma hiperextensão cervical onde se leva a cabeça do Bebé excessivamente para trás. Esse mecanismo produz um verdadeiro “torcicolo” levando o recém-nascido a tentar manter a cabecinha o mais para trás possível! Como facilmente se pode compreender, esse “torcicolo” vai provocar dor e alterações funcionais. Tentem engolir e mastigar com o pescoço para trás!

Como pode ajudar?

  • Se o seu Bebé, recém-nascido tem muita “força” no pescoço, procure ajuda de um osteopata, com formação específica em osteopatia pediátrica.
  • A amamentação pode se tornar complicada, procure ajuda de especialistas em amamentação para corrigir, orientar e ajudar o Bebé e a Mamã.
  • Procure colocar o Bebé sempre que possível numa posição mais simétrica corrigindo a hiperextensão cervical.


 

domingo, 6 de dezembro de 2020

 O seu filho está com pingo no nariz?

Será Covid-19? 


Ter pingo no nariz (congestão nasal) por si só não é um sinal de Covid-19. O pingo no nariz pode ser sinal de gripe, constipações ou alergias, no entanto, o covid-19 anda nas ruas e ter pingo no nariz passa a ser um sinal de alarme. Mesmo sendo apenas um pingo ligeiro o seu filho terá que remover a máscara frequentemente para limpar o nariz, e dessa forma coloca-se em perigo. Para além do perigo físico, o seu filho poderá receber comentários desagradáveis por parte dos colegas.

O que fazer?  

  • Não desvalorize o sinal e esteja atento.  
  • Caso o seu filho apresente alergias, o pingo no nariz nesta época do ano é provável que se trate apenas de mais um episódio de alergias, no entanto, esteja atento a outros sinais. 
  • No caso das crianças mais crescidas, a máscara do seu filho ficará húmida com facilidade perdendo o seu poder de proteção. Coloque uma máscara por cada hora que a criança esteja fora de casa para ela poder ir trocando.  
  • Reforce junto do seu filho a necessidade de higienizar as mãos antes e depois de limpar o nariz.  
  • Informe o seu filho que deve limpar o nariz afastado dos colegas, por sua proteção porque está sem máscara, e pela proteção dos colegas. 
  • Não se esqueça de relembrar ao seu filho que na mochila deve colocar desinfetante e lenços suficientes.  
  • Caso seja a primeira vez que o seu filho tem pingo no nariz fale com o seu pediatra.
  • Proceda regularmente à lavagem do nariz
  • Controle a temperatura do seu filho (considera-se febre uma temperatura axilar acima dos 38ºC nas crianças pequenas e 37,2ºC nas crianças maiores) 
  • Avalie o comportamento do seu filho, sintomas como sonolência, dificuldade respiratória, cansaço, dores corporais, sensação de pressão no peito são sinais de alarme. 
  • Esteja atento a outros sintomas: tosse seca, dor de cabeça, diarreia, dores de garganta, conjuntivite, perda de paladar ou olfato, irritações na pele ou descoloração dos dedos das mãos e dos pés.  
  • Opte por reforçar o seu sistema imunitário e o do seu filho através hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação adequada e prática regular de exercício físico. 

Caso o seu filho apresente, para além do pingo ligeiro no nariz, mais algum sintoma dos mencionados acima fale com o pediatra do seu filho e mantenham-se em casa.  

Se nos anos anteriores proceder a uma boa lavagem do nariz do seu filho era importante, este ano esse procedimento é FUNDAMENTAL. Evite complicações respiratórias e diminua as idas ao hospital. 


 A alça da camisola do seu filho está sempre a cair?



 

Os dias de sol chegaram e com eles as camisolas de alças saíram do armário. Para algumas crianças, segurar nas alças das camisolas com os seus pequenos ombros pode ser complicado. Caso o seu filho deixe a alça da camisola cair sempre do mesmo lado saiba que o seu filho pode ter uma escoliose. A escoliose caracteriza-se por uma torção da coluna onde a coluna inclina para um lado e roda para o outro. Essa inclinação da coluna pode levar a que um ombro fique mais baixo do que o outro. O ombro que ficar mais baixo não vai conseguir segurar tão bem a alça e esta acaba por cair.

Nem todas as crianças que não têm os ombros ao mesmo nível têm uma escoliose, estas podem ter uma atitude escoliótica. Uma atitude escoliótica é aquela em que a criança apresenta alteração de postura, sem torção da coluna. Essas alterações posturais podem ter origem numa perna curta, em problemas viscerais, numa lesão de alguma estrutura que possa obrigar o corpo a inclinar ou ter simplesmente origem em desequilíbrios musculares. Independentemente da origem, de se tratar ou não de uma escoliose, a criança deve ser devidamente avaliada e tratada.

 O Seu Filho senta-se no chão com as pernas em W?

 




Nas crianças pequenas, o colo femural apresente um grau de anteversão de 30º - 40º. Essa anteversão vai diminuindo com o crescimento da criança até chegar aos 10º-15º. Algumas crianças, apresentam um grau de anteversão um pouco maior. Essas crianças vão se sentir confortáveis sentadas com os joelhos para dentro e pés para fora ficando sentados em W. Ao caminhar essas crianças podem apresentar uma marcha com a ponta dos pés para dentro, desequilíbrio e projectar a barriga para a frente.


Como ajudar?

  • Fale com o pediatra do seu filho
  • Recorra a uma consulta de osteopatia pediátrica
  • Pedir ao Seu filho para se sentar com as “perninhas à chinês”
  • Escolha bem o calçado do seu filho
  • Deixe o seu filho trepar e andar descalço 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Freio curto - O seu Bebé tem dificuldade em mamar?


O seu Bebé tem dificuldade em mamar? 
O seu Bebé pode ter um freio Curto...

Por baixo da língua encontramos uma estrutura fibrosa, o freio. Todos possuímos esse freio no entanto, há bebés que nascem com esse freio um pouco curto (anquiloglossia).

Como detetar que o freio da língua do seu bebé é excessivamente curto?
  • O Bebé pode engordar bem e por volta dos 2/3 meses não conseguir engordar
  • O Bebé ao mamar pode realizar pequenos estalidos com a língua 
  • Bebés que ficam muito zangados na mama, choram e recusam a mama
  • Ponta da língua em forma de coração e não arredondada
  • O bebé quando chora a língua fica embaixo
  • Dor e trauma mamilar que não se resolve
  • Dificuldade do Bebé em ganhar peso
  • Engasgos e soluços frequentes
  • Cólicas e gases

Um freio curto pode limitar os movimentos da língua e levar a dificuldades na amamentação. A língua deve ultrapassar o maxilar inferior quando o bebé mama. Se o bebé nasceu com o freio da língua curto, a produção de leite excessiva por parte da mãe nos primeiros meses pode compensar esta língua presa e o bebé continua a engordar, no entanto, por volta dos 2/3m a produção de leite começa a estabilizar. Deixa de existir a compensação de excesso de leite, e uma língua que não desempenha o seu trabalho na sua plenitude, vai levar o bebé a ficar mais zangado na mama e a não retirar todo o leite que necessita, para se saciar e para engordar para além de poder provocar dor e lesão mamilar. É fundamental procurar ajuda especializada, tanto pela questão da amamentação como pelas razões estruturais que podem estar comprometidas. Funções como a respiração, a mastigação, a fala, a limpeza da boca podem ficar afetadas.  Há um consenso entre os autores sobre os efeitos negativos das alterações anatómicas e funcionais de um freio curto no crescimento e desenvolvimento craniofacial. A língua está diretamente ligada ao osso hioide e tem conexões com todo o corpo através do sistema fascial. Uma língua com mobilidade restrita pode colocar tensão nas fáscias anteriores e estar na origem de dores e alterações posturais que levam a uma ampla variedade de problemas orofaciais. 

Um freio lingual curto altera a posição da língua e da mandíbula. A língua, ao se colocar numa posição mais caída na faringe em repousa pela presença de um freio curto, irá alterar a deglutição do bebé. A língua do bebé irá apresentar dificuldades em se projetar, lateralizar e mais importante elevar a ponta ou o
corpo da língua. Para deglutirmos eficazmente, a língua deve se posicionar a nível superior, sobre o palato duro, e realizar um movimento ondulado que faça avançar o conteúdo que se encontra na boca. Esse movimento deve ser realizado de forma síncrona com o movimento do osso hioide. Essa dificuldade em deglutir eficazmente vai fazer com que os bebés alterem a sua postura e possam desenvolver uma classe II ou III de Angel. Tanto na classe II como na classe III a posição da cervical fica alterada e a postura do bebé comprometida. Essas alterações posturais poderão provocar ainda alterações gastro intestinais, como refluxo, pela presença de tensões nas fasciais anteriores. 

O freio pode ser cortado por um profissional de saúde com experiência e de preferência, com formação específica em amamentação sendo um procedimento simples e praticamente indolor nos primeiros meses de vida. Adiar o corte do freio pode comprometer a amamentação, culminar num desmame precoce e até numa cirurgia (o corte do freio a partir dos 3/4m terá que ser num bloco operatório). Antes disso, é feito em ambiente de consultório sem necessidade de anestesia em que o bebé pode mamar mal termine o procedimento. As mamadas podem melhorar imediatamente ou não, o bebé não está habituado a ter tanta mobilidade de língua e precisa de voltar a aprender a mamar. Para isso é importante que sejam efetuados ensinos aos pais sobre exercícios pós-frenectomia. Estudos demonstram que realizar tratamentos de osteopatia pediátrica, recorrendo a técnicas miofasciais e cranianas, é recomendado em bebés sujeitos a uma frenectomia.


 

  O Seu Filho anda com os pés para dentro? Entre os 3-5 anos as crianças podem apresentar uma marcha com desvio interno da ponta dos pés, de...